quinta-feira, 23 de setembro de 2010
De olhos fechados...
...é como algumas pessoas parecem caminhar. De olhos pesados, cansados, tristes, mas que vêem. Não vêem, não percebem e distinguem o bem do mal, o sim e o não. Estão de olhos fechados quando falam, quando escolhem. De olhos cansados e fechados vão e vivem.
sábado, 18 de setembro de 2010
Tenho muitas perguntas...
...e poucas respostas. Não sei se é a sede de saber, uma mera curiosidade ou a minha velha e maquinal inquietação para levar-me a questionar tanto como o faço. Para cada resposta que recebo dou à luz dezenas de perguntas. Acho que terei de me conformar com o facto de que sempre questionarei mais do que alguma vez compreenderei!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Uma palavra que não sai...
...apesar de estar viva. É um desejo que tenho e que desejo que vá, desapareça, que morra. E que cresce a cada minuto que passa. Em breve não será uma palavra falada em jeito de desabafo mas um grito em jeito de desespero. Uma palavra que já não me lembro!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Anda tudo calmo...
...à minha volta. Surpreendentemente calmo. Mas é calma que inquieta, uma calma que não é sinónimo de paz ou que produz tranquilidade. É a calma que precede o longo fôlego antes de um mergulho. É a calma que gera a expectativa e o êxtase que precede uma tempestade destinada a se abater.
sábado, 11 de setembro de 2010
Foi-se a chuva...
...e veio o sol. Nada é constante. Tudo parece ser passageiro e transitório. Quase tudo. Poucas coisas são permanentes e que valem a pena. O que sucede ao que vai é quase sempre monótono, aborrecido. Sem inspiração, sem vida e sem alma. Mas não a chuva e nem o sol.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Acordei cansado...
... e isso não é normal em mim. Levantei-me numa torpeza, numa série de movimentos mecânicos e pesados. Faltou-me a leveza de movimentos tão habitual no meu despertar. Uma lucidez que tardou em vir. Os meus pensamentos e ideias estavam lentos e sonolentos e que uma boa dose de cafeína parecia não querer despertar.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Tenho saudades da chuva...
...que tarda em chegar. Sinto-lhe a falta! Sinto falta da sua conversa comigo, do som das suas gotas contra a minha vidraça e das formas e padrões que cria no chão da minha varanda. Sinto falta da sua abundância como se o mundo estivesse a morrer de sede para logo desejar que se vá para dar lugar ao sol.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Eu entendo-te...
...também eu estou cansado de frases feitas. Palavras fabricadas que não expressam a alma. Retórica vazia é o que são. Frias como os que as proferem. É gente que ainda não percebeu que as palavras carregam consigo a alma de quem as fala. E que, só por isso, deveriam ser calculadas.
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