Frustração nem sempre tem haver com aquilo que gostaríamos de ter mas não conseguimos e nem sempre tem haver com aquilo que gostaríamos de não ter ou não ser mas também não conseguimos.
Frustração, afinal de contas, parece não ter nada haver com o que se tem ou se deixa de ter, mas com a oposição que a vida nos faz e que por muitas razões não somos capazes de contrariar.
Poder-se-ia definir frustração como a incapacidade de se contrariar a vida?
É, apesar do muito, amar menos do que gostaríamos ou de exprimir esse amor que sentimos de forma tão diametralmente oposta ao que sentimos.
É querer tanto algo que isto se revela tão distante e inatingível. É como uma miragem, apenas um reflexo de uma realidade que nunca será a nossa. É crer que as miragens se materializam. É crer ser-se possuidor de tal na palma da nossa mão.
Não será a frustração o que se sente quando não se consegue contrariar a força da oposição da vida? A incapacidade que se sente por não aceitarmos nem o que a vida nos traz e nem da forma como o faz.
Sim porque a vida se nos opõe. Chega mesmo a dar a ideia que conspira contra nós. Ou terei sido o único a saborear a amargura de algo que não vingou? De algo que tinha futuro, algo que era vibrante e límpido, para o ver em breves momentos por terra, moribundo, conspurcado e condenado ao esquecimento.
Se é certo que a vida nos faz mais duros e resistentes, é igualmente certo que faz de nós menos. Torna-nos menos sensíveis, menos voluntariosos, menos inspirados e inspiradores, menos esperançados e sobretudo, menos humanos.
Mas talvez seja a isto a que muitos se referem como "a experiência de vida". Mas se assim for, nada mais estaremos a dizer que os "mais experimentados" são os "menos sensíveis" ou os "mais duros" e sabemos que isto não é verdade em todos os casos. Mas se a vida nos faz tão feroz oposição, ou capaz desta com uma ferocidade mortífera, em alguns casos, saber como contrariar isto talvez seja a verdadeira arte de se saber viver. Talvez só se aprende a viver sabendo contrariar a oposição da vida e quem domina esta arte pode verdadeiramente dizer que já sabe viver. Então serão estes os verdadeiros mestres tão necessários para estes dias, os que nos possam ensinar a viver sabendo contrariar a oposição da vida. Talvez sejam estes os que nos possam fazer viver menos frustrados. Verdade seja dita, viver é muitas vezes uma enorme frustração.
Um Leve Suspiro
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Estava escrito...
...nos textos mais antigos e sagrados, de todas as civilizações e em todos os continentes, que um dia, um homem seria perfeitamente completo. Esse sou eu!
Escreve demasiado...
...sobre nós este tal de Shakespeare como se nos conhecesse. A última é a seguinte: "O amor é demasiado jovem para saber o que é a consciência."
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Recebi hoje...
...uma carta tua. Páginas em branco. Interrogo-me dos porquês. Acerca dos motivos e das razões. Mas nada suspeito. Estou tranquilo. Leio os espaços e as linhas em branco e sei que as palavras e a vida estão temporariamente em suspenso até estarmos juntos. Nos teus olhos, lerei a tua carta.
Romeu acabou de me confessar...
...que se não for correspondido no seu amor por Julieta como eu sou por ti, acabará por se matar.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ainda...
...que tivesse estado contigo apenas por uns breves minutos, teriam sido o suficiente para preencher toda a minha vida.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Caminhando ao nosso lado...
....à já uns anos, Shakespeare, a nosso respeito, escreve assim no seu Moleskine:
“Tão grande é o amor entre eles
Que os dois se tornaram um.
Dois seres humanos; nenhuma divisão;
A ciência dos números deixou de existir.”
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